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NA HORA H

Chegou a hora do exame, e agora? Para a maioria das pessoas o nervosismo é a principal barreira na hora de fazer um exame de aptidã...

quinta-feira, 24 de março de 2016

EXAME TOXICOLÓGICO OBRIGATÓRIO



Criado a quase 3 anos através de resolução do Contran, entrou em vigor no inicio de março a exigência do exame toxicológico para condutores das categorias C, D e E.

A resolução chama esse exame de "Exame toxicológico de larga janela de detecção" pois ele identifica se a pessoa utilizou substâncias proibidas nos últimos 90 dias.

O objetivo desta resolução, é evitar que os condutores de caminhões, ônibus e carretas façam uso de substâncias proibidas no trânsito.

O problema no entanto é o mesmo de sempre, criam normas de difícil execução, até a semana passada só existiam 6 laboratórios habilitados para realizar esses exames em todo o Brasil, e 3 deles enviavam as amostras para os Estados Unidos! Ou seja, quanto tempo esse pessoal vai ficar sem carteira? E quanto isso vai custar?


Os Detrans de todo o Brasil já perceberam isso e solicitaram ao Denatran a suspensão da exigência até que ela possa ser implementada de maneira a não prejudicar os usuários, só que o Denatran se mantem inflexível o que está levando os Detrans a entrar na justiça contra a cobrança do exame.

Será que realmente esse exame mudará a realidade de nossas rodovias com tantos condutores fazendo uso de substâncias proibidas? Ou vai ser mais uma burocracia que vai nos custar caro?

E as fiscalizações? 

Com certeza muitos condutores usam substancias proibidas, mais um numero muitas vezes maior dirigem alcoolizados e não são fiscalizados.

É sempre importante adotar medidas que possam reduzir os índices de acidentes e mortes no transito, mais isso tem que ser feito de maneira muito bem planejada para que não se torne apenas mais uma despesa para os condutores.













domingo, 30 de agosto de 2015

MUDANÇAS QUE NÃO MUDAM NADA!




Quase todo dia tem um novo projeto de lei para alterar o código de trânsito e tentar reduzir os índices alarmantes de acidentes e mortes em nosso trânsito.

Mas será que são necessárias tantas mudanças?

A legislação de trânsito brasileira é equiparável a da maioria dos países do primeiro mundo, o problema é que as nossas regras repousam no papel e deixam de cumprir com o seu objetivo de educar, fiscalizar e punir os infratores para que a segurança de todos prevaleça.

É claro que ajustes pontuais são necessários, mais na maioria das vezes essas mudanças não tem embasamento técnico e estatístico que comprovem sua real necessidade, e acaba se tornando mais uma letra morta em nossa legislação.

De que adianta aumentar o valor das multas se bem poucos são multados?

Ou aumentar as penas por crime de trânsito se ninguém vai preso?

Se a sensação de impunidade continua?

Acredito que estamos investindo tempo e recursos em mudanças que não surtem os efeitos desejados e os acidentes e mortes continuam aumentando.

O código de trânsito determina que o órgão máximo executivo organize e divulgue os dados estatísticos que poderiam identificar os principais problemas, mais infelizmente isso não é feito, então como saber exatamente onde atuar? E quando uma mudança é implementada, como saber se produziu resultados se não temos acompanhamento dos dados estatísticos? 

Ao longo dos últimos anos muita coisa vem mudando, mais os acidentes e as mortes continuam aumentando.

Até quando continuaremos cometendo os mesmos erros?

E quem paga a conta disso tudo?




segunda-feira, 3 de agosto de 2015

PRINCIPAIS FATORES DE RISCO





 Quem não sabe que é obrigatório respeitar os limites de velocidade, o sinal vermelho do semáforo,  que todos devem usar cinto de segurança e capacete, que não se pode ultrapassar em locais proibidos, ou seja, esses erros junto com a embriaguez são falhas comportamentais que provocam a grande esmagadora maioria dos acidentes e mortes em nosso trânsito.

Os nossos condutores precisam principalmente melhorar sua conduta, o respeito as regras, então precisamos nos empenhar em educar e fiscalizar melhor, pois isso refletirá diretamente na redução de acidentes e mortes no trânsito.

PENSEM NISSO!





terça-feira, 16 de junho de 2015

NOVA CARGA HORÁRIA PARA HABILITAÇÃO







Desde fevereiro o processo para obter a 1ª habilitação está um pouco mais extenso e consequentemente mais caro. O número de aulas de carro aumentou de 20 para 25 o que encarece o processo e o torna mais longo. Mais será que esse acréscimo de aulas vai realmente trazer beneficio para os candidatos a habilitação?

Como acontece em qualquer processo de aprendizagem, quanto maior for o tempo de treinamento maior será o nível de conhecimento que o aluno vai adquirir, portanto acredita-se que os novos condutores serão mais bem formados do que os anteriores, o problema como sempre é simples: Será que vão de fato cumprir a carga horária exigida? 

Infelizmente o problema é o mesmo de sempre, quem não se sente fiscalizado não faz questão de cumprir regras, por isso é muito importante que os órgãos de trânsito cumpram seu papel de fiscalizadores desses processos de habilitação para que o resultado seja o melhor possível.






domingo, 16 de novembro de 2014

AONDE ISSO VAI PARAR?



Os números são preocupantes.

Dados da seguradora Líder que administra o DPVAT (seguro obrigatório), referente ao ano de 2013, nos deixa um sinal de alerta. 

Vejamos alguns desses dados:


  • Foram pagas quase 55 mil indenizações por morte;
  • 450 mil indenizações por invalidez permanente;
  • 71% de todas as indenizações foram para acidentes motociclísticos;
  • 77% das indenizações por invalidez foram para acidentes com motos;
  • 41% das indenizações por morte foram para acidentes com motos;
  • Os homens representam 76% das vitimas;
  • 40% dos mortos eram homens de 18 a 34 anos;
As motocicletas representam apenas 27% da frota de veículos do Brasil mais os dados acima mostram como sua participação nos acidentes e mortes esta cada vez maior. Nos estados do norte e nordeste já tem mais motos do que carros no trânsito.

O baixo custo de aquisição e manutenção das motocicletas explicam sua rápida expansão nas regiões norte e nordeste onde o poder aquisitivo das pessoas é menor do que nas outras regiões do Brasil.

Outro fator muito importante é que especialmente nas cidades do interior as pessoas negligenciam regras básicas de segurança em motocicletas, bem poucas pessoas usam capacetes, e é comum encontrar motos com 3, 4 pessoas ou mais em uma moto.

A motocicleta é um veículo mais vulnerável que um automóvel?

Claro que sim, qualquer pessoa com um minimo de noção deve saber disso.

Mais o que gera esses altos índices de acidentes e mortes é o mau comportamento do condutor que faz da motocicleta uma arma, ou seja, se a motocicleta for bem utilizada certamente reduziremos esses números tão alarmantes.

É muito comum ouvir de um motociclista acidentado que a culpa não foi dele e sim do outro veículo, mas será que isso é verdade?

Um motociclista consciente deve saber que a corda normalmente quebra no lado mais fraco, então mais importante do que estar certo, é estar vivo e ileso, por isso ele deve estar sempre muito atento ao trânsito e mantendo uma velocidade compatível com a segurança para que ele possa parar ou se esquivar de um acidente.

Por exemplo: O motociclista que passa no sinal verde em alta velocidade não conseguirá evitar um acidente se alguém invadir o sinal, ou seja, mesmo que ele esteja certo, talvez ele entre para o frio e triste quadro de estatísticas.

Então meus amigos vamos parar de colocar a culpa nas motocicletas pois na verdade somos nós que estamos fazendo dela um veículo tão perigoso.

Pensem nisso!